Atingir a imortalidade através de mapeamento de genes do corpo humano (Immortality through gene mapping of the human body)

O objetivo é ser imortal. Mas como? Uma pergunta que tem sido feita há vários anos poderá ter finalmente resposta. Segundo Ray Kurzweill, pioneiro da inteligência artifical e diretor de engenharia do Google, afirma que a Humanidade poderá alcançar a imortalidade através do upload da mente. O método envolve três passos, em que o primeiro envolve mapear o cérebro em detalhes, ou seja, ter acesso a um mapa cerebral com dados sobre a nossa personalidade, consciência e memórias. As conexões que estão presentes no nosso cérebro definem quem somos, pois cada experiência que vivemos origina novas ligações entre os neurónios, no que resultam as conexões.

Todavia, com a tecnologia que existe atualmente, afirma o neurocientista Randal Koene que ainda não existe um mapeamento definitivo. Após a sua concretização o segundo passo prende-se com a transmissão e o sentido das informações recolhidas, isto é, entender como essas ligações se relacionam e como as podemos usar.


O terceiro e último passo tem como objetivo construir um recetor dos dados, sob a forma de um avatar robótico ou de um tipo de software, que poderá substituir o cérebro biológico. Apontando para a data de 2045, os cientistas envolvidos acreditam que este projeto ambicioso poderá ir para além desse ano, devido aos vários obstáculos e desafios de engenharia que terão de enfrentar e ultrapassar. Embora com estas limitações, os pesquisadores acreditam que um dia conseguirão alcançar o objetivo.

Algumas implicações da digitalização do cérebro, tais como transferir um estado mental a uma outra mente conetada à mesma rede, a perda de sensações e a possibilidade de co-existirem mentes idênticas devido à cópia dos cérebros que poderá levar à perda da identidade, são alvo de reflexão por filósofos e estudiosos da área das neurociências. A destruição completa da privacidade e da individualidade é uma preocupação de João de Fernandes Teixeira, filósofo da mente e Professor da Univerdade Federal de São Carlos.


Deixando a opinião livre sobre esta questão ao leitor, apenas gostaria de relembrar a frase memorável de Albert Einstein: “o dia em que a tecnologia ultrapassar a interatividade humana, o mundo terá uma geração de idiotas”.                                                                                                                                                                                                                                                                                             

Atingir a imortalidade através de mapeamento de genes do corpo humano

 Fonte: Revista Galileu

Sobre o autor:
  • Marketing Consultant na Fullsix Portugal
  • Pós-graduação em Marketing Digital (IPAM)
  • Licenciatura em Relações Públicas e Comunicação Empresarial (ESCS-IPL)
  • Licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais (FCSH-UNL)

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