Google

 

Depois do invento da imprensa por Gutenberg há mais de 500 anos, nenhuma invenção concorreu tanto como o Google para facultar o acesso de todos os indivíduos à informação. Milhões de pessoas falantes de mais de cem línguas usam-no diariamente, acabando muitas por considerar o Google e a Internet a mesma coisa.
Quando a Web era mais nova o mercado da busca era muito mais alargado do que hoje. Havia vários motores de busca proeminentes, incluindo o AltaVista, Excite, HotBot, Webcrawler, etc.
Esta proliferação de motores de busca tinha vantagens e desvantagens. Uma vantagem era que havia mais fontes de tráfego para os nossos sitesUma desvantagem era o facto de ter de se submeter os sites em vários sítios diferentes. 
Com o número de motores de busca a diminuir, a influência do Google vai crescendo, pelo que, se por um lado não temos de nos preocupar em submeter os sites em diferentes sítios, por outro temos de estar atentos ao Google a todo o tempo.

Missão da Google: 

"Organizar a informação do mundo e torná-la universalmente acessível e útil"


As quatro maiores agências de estudos de mercado na Internet são a comScore, a Nielsen, a Compete e a Hitwise. Relativamente à quota de mercado dos motores de busca (search share), embora apresentando valores diferentes, todas são unânimes quanto à liderança esmagadora do Google.

No estudo elaborado pela comScore pode ver-se que em Portugal o Google tem uma quota de 94%. Se tivermos em conta que portais nacionais, como o SAPO utilizam os serviços do Google, podemos inferir que o domínio do Google no mercado da busca na Internet portuguesa não andará muito longe dos 100%.

O Google e outros motores de busca

Mas a influência do Google transcende largamente a famosa página minimalista de pesquisa e respectiva SERP (Search Engine Results Page). Há uma imensidão de sites que usa o Google API (Application Programming Interface). Google API’s são aplicações que permitem a terceiros desenvolver software que chama funções do Google para determinadas pesquisas efectuadas. São exemplos o Google Maps, AdWords, Desktop, Analytics e Docs.

Esta estratégia da Google demonstra como se pode ter uma presença global na Web através das aplicações oferecidas por este gigante tecnológico, bem como usar ferramentas de produtividade sem necessidade de software ou espaço em disco, pois tudo funciona nos servidores da Google.

 

Cada vez é mais importante o que o Google pensa dos nossos sites. Isso significa que os webmasters têm de se certificar que cumprem as regras do Google, ou correm o risco de ver os seus sites excluídos do seu índice.
Para aqueles que se preocupam com o tráfego proveniente dos motores de busca é vital terem os sites otimizados para que os spiders  os indexem correctamente. A essa tarefa dá-se o nome de SEO (Search Engine Optimization).

Por que motivo o Google destronou toda a concorrência?


Na altura em que o Google foi criado, os líderes do mercado da busca (AltaVista, Yahoo, Ask, etc.) estavam essencialmente focados no tamanho e quantidade. Importava indexar o máximo possível de páginas da Internet, que crescia a uma velocidade vertiginosa.
Larry Page, co-fundador do Google, estava obcecado com uma questão completamente diferente: a qualidade da busca. Para ele importava classificar as páginas de forma a colocar no topo dos resultados as mais relevantes.

O que fascinou particularmente Page foi o que ele viu como uma fraqueza fundamental no desenho original da Web feito por Tim Berners-Lee.  Era possível ver para onde apontavam os links dum site. Mas não era possível saber que links apontavam para esse site. Não era possível aferir a existência de Back Links.

 

Backlinks

 

Daí Larry Page e Sergey Brin terem escolhido em 1996 o nome BackRub para o sistema que hoje conhecemos como Google.
O BackRub catalogava todos os links da Web, após o que aferia que sites tinham mais autoridade em geral e num determinado tópico. Esta classificação era feita com base na quantidade e ‘autoridade’ de links que apontavam para eles.

Antes do Google era o BackRub

Page criou assim o primeiro sistema de rastreamento e classificação de sites com base nos links.
Sublinhe-se que na altura os outros motores de busca consideravam relevantes keywords que os webmasters atafulhavam no código-fonte dos sites, facto que lhes permitia manipular facilmente a presença nas páginas de resultados e que tinha como efeito óbvio uma fraquíssima qualidade de resultados.

 

Daí o sucesso explosivo do Google mal apareceu em 1998.

Nascimento do Google

Actualmente o Google mantém a sua posição de liderança no mercado da busca, fruto duma postura de melhoria contínua. O expoente máximo dessa procura permanente por novas ideias e soluções materializa-se no Google Labs, donde saíram invenções com repercussão mundial, como o Google Earth, Google Maps, Google Drive, Gmail, etc.

O Google Labs foi descontinuado em 2011, não tendo isso significado alguma inversão nessa estratégia, como demonstram os casos do Chrome, Android, Hangouts, etc.


E o mais impressionante disto tudo é o preço: zero.

A operar no epicentro da Internet, a Google é o lugar onde trabalham alguns dos melhores e mais brilhantes engenheiros do planeta. A subida em flecha das acções da empresa facilitou o recrutamento de colaboradores provenientes de universidades, da NASA, dos Laboratórios Bell, da Microsoft, etc., para um ambiente mais parecido com o campus duma faculdade do que com a sede duma empresa convencional.

Google Campus


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